PLATAFORMA

Momento de tristeza para a Fundação Cecierj

52038548_1955876767854822_4061425090615574528_o

É com muito pesar que informamos que o nosso querido amigo Paulo Vasques de Miranda faleceu na madrugada da última segunda-feira. Paulo Miranda, como era conhecido na Fundação CECIERJ onde trabalhava na Diretoria de Articulação Acadêmica, fez graduação em Desenho Industrial na UFRJ, com experiência como designer de produto e ênfase na área de design de embalagem. Atuou como Professor Coordenador do Curso de Desenho Industrial na Universidade Estácio de Sá, onde também lecionava no curso de Design de Moda. Ingressou na Fundação CECIERJ em 2008, na Diretoria de Material Didático, para onde trouxe o conceito de design voltado à adequação de materiais impressos, e para as ações de design instrucional em geral. Foi responsável pela gestão da produção dos materiais impressos e multimídia dos programa e-Tec Brasil e CEJA, e no âmbito de parcerias entre a Fundação CECIERJ/SECTI e as Secretarias Estaduais de Cultura, Segurança, Saúde, Educação, a Casa Civil e o RioSolidario.

Paulo Miranda também atuou como consultor UNESCO/CECIERJ para desenvolvimento de material didático impresso em três cursos de Licenciatura (Biologia, Pedagogia e Matemática) do Programa de Apoio à Expansão da Educação Superior a Distância na República de Moçambique onde esteve alocado de fevereiro a abril de 2011. Sua experiência na área da Educação a Distância inclui ainda a atuação como Coordenador de Tutoria da disciplina de Planejamento e Elaboração de Material Didático Impresso para EaD (UFF), como parte do curso de especialização em Planejamento Implementação e Gestão em EaD, nos anos de 2010, 2011 e 2012. Em março de 2018, deixou a Diretoria de Material Didático para colaborar junto à Diretoria de Articulação Acadêmica da Fundação CECIERJ, onde atuava à frente do Projeto de Acompanhamento dos Cursos de Graduação, liderando uma equipe de aproximadamente 30 pessoas na gestão da aprendizagem de alunos inscritos em 240 disciplinas.

Para além das realizações descritas acima, Paulo Miranda será sempre lembrado como um amigo unanimemente querido, uma pessoa sensível, um colega que habitava e transformava realidades onde estivesse, com seu olhar sempre atento ao outro, sem medo da mudança, sempre valente. Tinha 58 anos, deixou esposa e 4 filhos que não poderiam ser mais orgulhosos do marido e pai que tiveram. Uma das pessoas mais vivas que conhecemos.

O carinho que todos sentiam por ele foi muito bem colocado em palavras por Ian Queiroz, Designer Instrucional, Fundação CECIERJ.

“Sempre que perco alguém querido, seja parente, amigo ou até mesmo um ídolo que nunca vi na vida, eu fico pensando no que aquela pessoa impactou na minha vida. Pessoas deixam suas marcas, né? A marca que o Paulo deixou foi bem interessante. O lance é: quando eu ainda tinha 23 anos e fui me aventurar no Rio de Janeiro num emprego novo, eu tava todo preocupado sobre esse momento de transição: “agora tenho um emprego fixo, agora vou começar a morar longe da minha família, agora preciso ter preocupações, agora preciso pagar as contas, agora tenho que ser adulto de verdade”. E meu conceito de adulto sempre foi baseado na maioria dos adultos que conheci em Cabo Frio. Uma galera boa, mas pacata, que não se interessava tanto por novidades, que era uma pouco mais séria e preocupada com coisas “importantes”. E quando comecei a trabalhar, achei interessante que um dos meus “chefes” usava brinco, era super animado, se vestia bem, se mantinha antenado e atualizado com tendências, tentava acompanhar o que estava acontecendo. Isso foi se estendendo a muitas pessoas que conheci no trabalho, muita gente mais velha que conheci aqui no Rio, muita gente que não tinha desistido, não tinha “parado no tempo”. Gente que continua lendo, que continua consumindo arte, que continua se atualizando, que continua ouvindo música, que continua interessada, que continua curiosa, que continua viva. Paulo Miranda foi um dos caras mais vivos que conheci. Ele não soava como os adultos que eu tinha conhecido até então, não soava como o adulto que eu tinha medo de me tornar. Ele foi o tipo de adulto que eu tento ser. As responsabilidades, o trabalho, as contas, a independência. Tudo isso não precisa abafar a curiosidade, não precisa abafar a vontade de consumir e produzir arte, de aprender e ensinar, de curtir, de festejar, de se manter bem humorado, de ser carinhoso com as pessoas. É difícil se manter assim, a vida bate forte, a gente endurece, mas acho que é isso que significa estar vivo, no final das contas. A gente não era tãããão próximo. Nossa relação era de trabalho mesmo. E desde que ele passou a trabalhar em outro setor, aí que a gente passou a só bater pequenos papos de corredor. A última coisa que ele falou comigo foi: “Pô, Ian, tô cansado de ver foto sua tocando! Eu quero ouvir seu som!.” E eu falei “Ôpa, claro, vou te mandar o som das minhas bandas”. Mas eu não mandei, me esqueci. Agora to meio mal por isso. A opinião dele teria feito diferença demais.

Vai com Deus, Paulo Miranda. O céu acabou de ficar um bocado mais animado.”

11/02/2019

UNIVERSIDADES CONSORCIADAS

APOIO

Governo do Estado do Rio de Janeiro