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Curso Tecnologia em Segurança Pública forma 508 agentes

A Universidade Federal Fluminense (UFF), junto com o Consórcio Cederj, formou ontem 508 agentes de segurança em Tecnólogos em Segurança Pública e Social. Essa foi a quarta turma do curso de graduação, sendo a maior em quantidade de alunos até o momento. A cerimônia, que contou com a presença de 450 formandos, foi realizada no estádio Caio Martins, em Niterói, na última quinta-feira. O consórcio faz parte da Fundação Cecierj, órgão pertencente à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, gerida pelo secretário Gabriell Neves.

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Como era de se esperar, o evento foi recheado de homenagens ao poder de superação imbuído, de alguma forma, em todos aqueles que passaram pelos dois anos e meio de curso. A começar pelo nome da turma de formandos: Gutemberg de Oliveira de Guimarães. Ele, que também se formou nesta quinta-feira, tem 64 anos e é o aluno mais velho da turma. Celebrá-lo é uma maneira clara de mostrar que nunca é tarde para começar os estudos.

“Quando eu soube da homenagem eu só curti. É mais legal ver alguém gostar de mim do que não gostar. Eu acho que recebi essa homenagem em função da vivência com a turma. O tamanho dessa generosidade de me indicar para ser homenageado me deixou honrado, foi fruto da convivência ao longo dos anos”, disse Gutemberg de Oliveira de Guimarães.

Os agentes Diogo Bernardo Alcântara, Ricardo Silva de Souza e roberto Oliveira Amaral, que faleceram antes da conclusão do curso também foram homenageados pela turma de formandos, que escolheu a professora Heley de Abreu Silva Batista como Patrono. Ela morreu ano passado, aos 50 anos, em Minas Gerais, enquanto tentava salvar as crianças da estavam na creche onde ela trabalhava.

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Último ato antes de passar a coordenação do curso para a professora Ludmila Antunes, o professor Pedro Heitor Barros Geraldo fez questão de ressaltar a determinação de todos os formandos.

“É por isso que nós estamos aqui nesta noite para celebrar essa conquista de todos vocês. Nós reconhecemos os sacrifícios pessoais e todas as dificuldade que vocês tiveram para driblar os constrangimentos profissionais e familiares, as noite mal dormidas, que sei que foram muitas, vindos de plantões, fazendo por merecer de maneira indiscutível perante a sociedade o diploma que vocês levam”, diz trecho do discurso do professor, que no início pontuou o fato do curso ser oferecido no sistema EaD:

“Nós formamos recursos em segurança pública e social, usamos a pesquisa como um princípio de ensino. Nós socializamos os alunos para pensar os conflitos em suas diversas dimensões morais, para produzir e reproduzir conhecimento por meio de uma prática reflexiva e organizada numa linguagem acessível à sociedade. A universidade não treina ninguém para o combate, a linguagem da guerra não é a nossa. Nós falamos a linguagem do trabalho e da construção, construímos pontes, inclusive para além desse mundo real, através do mundo virtual também, é assim que a gente consegue acessar tantos alunos em tantas cidades”.

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